Interestelar (EUA, 2014). Dirigido por Christopher Nolan. Roteiro de Christopher e Jonathan Nolan. Duração: 2h49 min.

Tudo bem, eu desisto. Já enrolei tempo demais. As pessoas precisam saber a verdade, custe o que custar.

Eu. ODEIO. Interestelar.

Pronto. Ufa, isso foi um alívio.

Por ANOS eu ponderei acerca da natureza do meu ódio por este filme. É porque ele é extremamente pretencioso? Se acha inteligente, mas na verdade é de uma burrice mastodôntica? (como Prometheus, por exemplo) Que sua profundidade emocional é compatível à de uma colher de chá? Que seus conceitos físicos/teóricos até que são bem embasados, mas sucumbem diante de uma trama mal escrita, demasiadamente verborrágica e com mais furos que uma peneira? …


Neon Genesis Evangelion (JAP, 1995–1996). Direção geral de Hideaki Anno. Duração de 26 episódios.

Existem obras de ficção que definem uma geração inteira, ou que praticamente sozinhas redefinem todo um gênero. No caso das animações japonesas de robô gigante (os chamados mechas), não há obra mais cultuada, mais comentada, mais problematizada nem mais considerada “revolucionária” para sua época do que Neon Genesis Evangelion.

Criada por Hideaki Anno, a série original foi ao ar entre 1995 e 1996, durando um total de 26 episódios. Além deles, há também um mangá, escrito e ilustrado por Yoshiyuki Sadamoto, e dois longa-metragens: Evangelion: Death & Rebirth (1997) e The End of Evangelion (1997). O primeiro, uma recapitulação com…


Midsommar (EUA, 2019). Escrito e dirigido por Ari Aster. Duração: 2h52min (versão do diretor)

Pouco tempo atrás escrevi uma resenha sobre Coringa e fiz um paralelo entre o longa e um livro brasileiro que eu li na mesma época em que publiquei o texto; O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei. E nele eu discuti como muitas vezes o fator choque pode ser mal utilizado, especialmente quando ele é o único recurso de um autor ou cineasta tem para nos manter engajados na história (e como muitas vezes temos reações diferentes ao uso do mesmo recurso quando ele é empregado por um homem ou por uma mulher).

E… uma semana depois eu assisti…


Coringa (Joker, EUA, 2019). Dirigido por Todd Phillips. Roteiro de Todd Phillips & Scott Silver. Duração: 2h2min.

Existem filmes que não deveriam ser feitos. E eu poderia encerrar minha resenha aqui, mas acho que esta obra é interessante para fazer um argumento mais complexo (um ensaio, digamos assim, misturado com a estrutura de uma resenha tradicional) sobre uma coisa na qual tenho pensado muito: como encontrar uma forma equilibrada de transmitir sua mensagem para o espectador ou leitor ou quem quer que seja?

Como transmitir essa mensagem de modo que ela não seja óbvia demais, mas que ao mesmo tempo seja clara o suficiente para que o público a entenda? Produtores de conteúdo, escritores e cineastas, tendem…


Pequena Grande Vida (EUA, 2017) Dirigido por Alexander Payne. Roteiro de Alexander Payne e Jim Taylor. Duração: 2h15min.

Vou começar esta resenha com uma confissão: não sou nem um pouco fã dos filmes do Alexander Payne. O último que eu assisti foi uma “dramédia” estrelada por George Clooney chamado Os Descendentes, que só funcionou para mim por causa da atuação de sua estrela principal. Pulei Nebraska e acho Sideways um filme ok apesar das boas performances. Minha falta de simpatia pela filmografia do cineasta americano tem a ver com o fato de que eu tenho pouco saco para dramas suburbanos e sátiras à classe média. Sim, a classe média é um saco, eu concordo. …


O Mandaloriano. Criado por John Favreau. Duração de 40 minutos por episódio.

O Mandaloriano, série produzida pelo canal de streaming da Disney, e parte do universo Star Wars, foi lançada em 2019 e desde então tem sido elogiada por críticos e fãs que disseram que ela havia revitalizado (ou até mesmo salvado) uma franquia em decadência. Frases assim são complicadas e me assustam um pouco, de modo que demorei um pouco para finalmente conferir se a série era tudo isso o que diziam ou não.

Veja bem, eu ainda não me esqueci da reação dos fãs aos Últimos Jedi, o único filme da nova trilogia que se salva, e não me esqueci…


O Céu da Meia-Noite (Midnight Sky, EUA, 2020). Dirigido por George Clooney. Roteiro de Mark L. Smith. Duração: 1h58min.

Ficção científica ruim é feita há muitos anos, tão antiga quanto a própria história do cinema, e continua sendo feita até hoje. O que dói mais é ver a quantidade de recursos, de material humano e de dinheiro desperdiçados em obras tão rasas e prepotentes e com tão pouca inteligência.

O Céu da Meia-Noite infelizmente é um desses filmes. Dirigido e estrelado por George Clooney, e baseado no livro Good Morning, Midnight, de Lily Brooks-Dalton, o longa foi lançado direto na Netflix como o último grande blockbuster antes do Natal. …


O Abrigo (Take Shelter, EUA, 2011). Escrito e dirigido por Jeff Nichols. Duração: 2h

Pouco tempo atrás eu fiz a review do filme Ad Astra, uma space opera estrelada por Brad Pitt com altíssimo valor de produção que passou de forma totalmente despercebida pelo público, apesar de ter tido boas resenhas da crítica (mas não da minha). Às vezes isso acontece com certos filmes que, apesar de um certo elenco chamativo, e todos os elementos certos em volta dele, acabam caindo na obscuridade.

Apesar de eu achar que Ad Astra não é um bom filme — muito pelo contrário, ele é um gigantesco desperdício de ótimas oportunidades — é sintomático que numa sociedade marcada…


Blade Runner 2049 (EUA/CAN, 2017). Direção de Denis Villeneuve. Roteiro de Hampton Fencher & Michael Green. Duração: 2h44min.

Penso que poucos filmes de ficção científica causaram mais apreensão antes de seu lançamento do que Blade Runner 2049, com exceção de todas as vezes em que alguém diz que haverá um novo Star Wars — o que, com sorte, vai mudar um pouco depois da última trilogia e o fiasco que ela foi. O que começou como um rumor logo se transformou em realidade em 2017: o clássico do cinema dirigido por Ridley Scott, em 1982, ganharia uma continuação. Nos estágios iniciais da produção, especulou-se que o próprio Scott iria capitaneá-la, como fizera com Prometheus, a prequência de Alien…


Prometheus (EUA/ING, 2012). Direção de Ridley Scott. Roteiro de John Spaihts e Damon Lindelof. Duração: 2h4min.

Quando criança, uma autora norte-americana chamada Octavia Butler, assistiu a um filme de ficção científica chamado A Garota Diabólica de Marte (1954) e ficou assombrada com o fato de que alguém fora pago para escrever o roteiro de uma coisa tão ruim. Esse desconforto a propeliu a se tornar uma das maiores escritores norte-americanas da história, tanto no reino da ficção científica, quando da literatura estadunidense em geral.

Eu me pergunto o que ela pensaria se visse Prometheus (2012).

Se estivesse viva, talvez pensasse que certos filmes não precisavam ser feitos em absoluto, e reconheceria que os efeitos especiais progrediram…

Roberto Fideli

Escritor, jornalista, mestre em comunicação pela Cásper Líbero, escritor de fantasia e ficção científica.

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